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Pedaços de Cérebro
Pedaços de cérebro derretidos em pensamentos aberrantes...

Wednesday, February 01, 2006

MIRONES

Eis que trago aqui à conversa um tema sobre o qual tenho vindo a aprofundar conhecimentos e material técnico. Algo que assola qualquer tipo de obra neste país. Não, não é o bicho da seda. São os mirones. Esses mesmos que páram em qualquer obra, e ficam especados a olhar por horas a fio, tecendo os seus comentários a quem os acompanha nessa tarefa árdua que é olhar para uma obra.

E meus amigos, eu não sei se algum de vós já parou para reparar no estilo desta espécie, mas confesso que é fascinante. Normalmente, o mirone profissional é um senhor com idade compreendida entre os 65-70 anos (ou até mais), cuja única actividade profissional de momento seja basicamente não-fazer-nada. Eu tenho as obras do Metro do Porto aqui à porta de casa, e todos os dias quando saio, lá estão eles. Sim, eles, porque não é só um. São aos 5 e 6. Todos com ar de pessoas cansadas da vida, mas ali estão eles, incansáveis observadores de obras. Todos com as mãos atrás das costas, uma expressão facial arreganhada porque bate-lhes o sol, e, não raro, encostados a qualquer coisa.

Um dia destes, parei. Parei, e fui tentar socializar com esta gente. Tentar entrar no grupo deles. E então começo eu a conversa:


- E tal, isto é que é uma obra, hein?

- UMA OBRA???!! ISTO É MAS É UMA VERGONHA!! (esta malta fala toda muito alto e a babar-se)

- Mas... não acha que esta é uma obra grande?

- ESSE GAJO DEVIA ERA MORRER!!

- Uh? Morrer? Quem?

- O CAVACO!! O CAVACO DEVIA MORRER!!

(juro por tudo o que me é sagrado que este diálogo é verídico)

- Ah, pois... é capaz... mas eu estava era mesmo a falar aqui da obra do Metro. Já falta pouco pra ficar pronta, não é?

- OH! ESSES TIPOS TAMBÉM SÓ SABEM É MENTIR! É SÓ DINHEIRO SÓ DINHEIRO, PRA ANDAR A CONSTRUIR ESTÁDIOS E ESTAS M*RDAS!! ANDARAM AQUI AOS TIROS, AOS TIROS PRA ABRIR ESTAS VALAS!

- Mas, não acha que aqui o Metro é essencial prá nossa terra?

- ONDE ANDA AQUELE CA*ALHO? AINDA AGORA TAVA AQUI AO MEU LADO, JÁ SE FOI EMBORA! C*BRÃO, TINHA ESTA SACA PRA LHE DAR!


Foi neste ponto que eu desisti...

Ao que parece, estas pessoas são uns revoltados por natureza. Contra tudo, literalmente tudo. E fazem questão de o referir aos próprios trabalhadores da obra. Eu pus-me a pensar: será que existe algum clube dos mirones? Sim, será que eles se reúnem ao fim do dia, para discutir o andamento das obras na cidade, e combinam manifestações de desagrado para o dia seguinte? E se existe, qual seria a conversa? Isto intriga-me. Fortemente. É que não podem ver um paralelo fora do sítio, desatam a insultar tudo e todos.


- Oh amigo, você não vê que eu estou a consertar aqui o piso? Já volto a pôr os paralelos no sítio, tenha lá calma.

- VOCÊS SÓ SABEM É MAMAR DINHEIRO!! NINGUÉM QUER TRABALHAR!! ISSO É BURACO QUE SE FAÇA? E OS CARROS, E OS CARROS?? VÃO PODER PASSAR POR AÍ??


A modos que, eu tenho medo.

(dedicado à menina Xana)


ouvindo: 'System of a Down - Soldier side'

posted by pyppo, 15:05 | link | comments (3)

Wednesday, January 11, 2006

O DEDO

Um dia destes estava eu calmamente conduzindo o meu veículo em plena rotunda, fazendo a rotunda pela via mais à direita (como manda o código), quando me deparo com uma situação muitas vezes vista por essas estradas fora. Vem uma senhora com os seus 60 anos, o seu penteado seguro por meio litro de laca em spray, segurando o volante na posição de quem vai ao Model, fazendo a rotunda ao meu lado, na faixa da esquerda. Ora, acontece que os dois queríamos seguir a mesma direção, e o que faz esta respeitosa senhora? Pois claro, mete-se à minha frente, obrigando-me a travar de uma maneira tal que acho que os pneus ficaram com menos 1000km de vida ali mesmo. A minha reacção foi simplesmente o belo do buzinanço. E o que faz a senhora, não se tendo apercebido no alto da sua estupidez da cagada que havia feito? O dedo. Mostrou-me o dedo.
Epah, parece uma coisa tão ridícula e aleatória simplesmente escolher um dedo e mostrá-lo à outra pessoa. Tipo, é só um dedo. O quê que significa? Quer dizer, alguém me mostra um dos seus dedos, e supostamente eu tenho que me sentir mal com isso. É assim que isto funciona? A sério, acho que eu me iria sentir pior se alguém me mostrasse o dedo grande do pé. Isto porque pensem, não é assim tão fácil mostrar o dedo grande do pé a alguém. É preciso tirar o sapato, a meia, e ao mesmo tempo que se conduz levantar a perna, pô-la fora do vidro e pimba 'Olha só pra este dedo grande do pé amigo! Ora toma lá!'
É realmente insultuoso levar com o dedo grande do pé, não é?

pensamento do dia: 'Os alunos hoje em dia avaliam a sua compreensão à matéria dada, pelas vezes que bocejam durante uma aula.'

ouvindo: 'Blasted Mechanism - Memories will fade'

posted by pyppo, 00:27 | link | comments (2)

Saturday, January 07, 2006

É OFICIAL

Chegamos às 3000 visitas. A todos vós, um avassalador obrigado. A todos os que comentaram, um especial abraço. Peço-vos encarecidamente que continuem a visitar este espaço e, sobretudo, a comentar, uma vez que isto sem os vossos comentários não faria sentido. Seria uma espécie de masturbação mental egocêntrica, e o que eu quero é saber a vossa reacção ao que escrevo. Bem haja!
Ânimo, por favor!


ouvindo: 'Gorillaz - D.A.R.E.'

posted by pyppo, 13:56 | link | comments (1)

Friday, January 06, 2006

METRO S.A.

Acontece que quem já andou no Metro do Porto, sabe como é que aquilo funciona. Ou seja, uma verdadeira confusão. São as zonas, são os títulos, são as validações. Quem ainda não teve o privilégio de passar pela humilhação que é viajar pelas primeiras vezes no Metro do Porto, que o tente fazer um dia destes, e há-de ver se consegue perceber a confusão que para lá vai imediatamente.
O que se passa é que a rede de Metro do Porto está dividida em zonas. Até aí tudo bem. Mas quando nas estações tentamos descobrir para que zona vamos, elas estão assinaladas com C3, C6, C2 etc. Na altura de comprar o título, só aparece Z2, Z4, Z6, Z8. Ora, ainda ninguém reparou que existe aqui um desfazamento gramatical enorme?? Ah! Mas eis que surgido do nada, num canto inferior esconço está lá uma legenda pequeníssima que ajuda a identificar os Z's pelas cores no mapa. Confusos? E imaginem terem que passar por tudo isto.
Uma vez logrado esse objectivo grotesco de comprar um título, surge a pergunta imediata: E agora o que faço eu com isto? Parece que se tem de validar o título antes de cada viagem. Mas onde? Há algum pica dentro do Metro que faça isso? Ah! Tem ali uma coisa amarela. (Passa-se lá o título) Hmm... Já está? Já posso entrar no dito cujo? Agora que penso nisto, eu poderia ter entrado no Metro sem ter título nenhum. Hmm...
Uma tarefa de dimensões quase épicas, esta de andar de Metro pelas primeiras vezes.
Um dia destes, ainda sem perceber patavina daquilo das zonas, lá fui até ao Porto de Metro. Para tal, e foi o que veio primeiro, comprei um título Z2 - 0,85€. Praticamente chegando à última estação, aparecem 3 indivíduos de aparência duvidosa, com fardas ridículas que lhes faziam parecer chouriços fora do prazo, e com um ar suspeito. Fiscalização. Parece que de vez em quando lá se lembram de verificar se a malta validou ou não o título. Eu, na boa, dei-lhe o meu para ele confirmar. Ao que ele me diz: 'Você devia ter comprado um título Z4'. Ok, eu sou estúpido, mas com a breca, nunca ninguém me tinha informado de nada! 'Ah e tal, vou ter de o autuar.' Hun?!
Meus amigos, eu fui alvo daquilo que se chama um Auto de Notícia. Que é como quem diz nos meios mais populares, uma multa de 38€. Uma multa de 38€ por ter um título Z2 (0,85€) quando deveria ter um Z4 (1,35€). Eu comprei o título na mais pura ignorância de uma velhinha de 85 anos que anda pela primeira vez de Metro. Agora tive de fazer uma exposição por escrito defendendo a minha posição. No entanto, passados 5 dias úteis sem se ter pago a multa, esta dá entrada no Tribunal Judicial da Comarca do Porto. Isto parece assustador. Aliás, todas estas perspectivas são assustadoras.
Imaginem agora que, na pior das hipóteses, eu teria de ser julgado em Tribunal.
Cá estou eu, na Sala de Audiências à espera da minha vez. E à minha frente vão pessoas que fizeram de tudo:

- Eu matei a minha mãe com um garfo.
- Eu cá atropelei um velhote, esfaqueei o neto dele, e violei-lhes o cão.
- Ora eu reguei o cú do meu irmão com gasolina e obriguei-o a comer feijoada até rebentar enxofre pelo ânus.

E eu? E EU CATANO?

(Juíz) "Ora diga lá então porquê que o senhor está aqui."
(Eu) "Errr.. bem.. eu... roubei. É isso, eu sou um ladrão."
(Juíz) "Ai sim? E diga-me lá então que roubo foi esse."
(Eu, com uma voz fininha de quem fumou um cacete) "Basicamente.. e por palavras simples.. roubei 0,50€ à Metro do Porto."
(Juíz) "Oh meu amigo, quê que você está aqui a fazer? Vá-se mas é embora que eu tenho mais que fazer pah! Faça-se homem pah! Assalte um banco ou uma loja de conveniência! Vem-me praqui agora dizer que roubou 0,50€ por se ter enganado na compra de um título?? Mas que é isso?? Isso é roubo de Homem??
(Eu): "Mas, mas... eu roubei mesmo! Não comprei o título que devia! Quer dizer, isto parecendo que não, é um rombo nas finanças do Estado!! A sério! Eu..."
(Entretanto, ouvem-se em toda a Sala cochichos, risinhos, e dedos apontados)

A vergonha meus amigos, a vergonha...


ouvindo: 'Ofício - Sobe'

posted by pyppo, 15:33 | link | comments (2)

Wednesday, January 04, 2006

ANO NOVO... BLOG REMODELADO

Pois é, antes de me alongar no que quer que seja, peço desculpa aos que habitualmente passavam cá neste espaço, pela minha ausência.
No entanto, trago boas novas para todos vós (ou então não). A partir deste ano, vou fazer umas alterações aos objectivos deste blog. Em vez de ser um blog actualizado quase bi-mestralmente, e com textos alguns bons, mas longos, passará a ser actualizado mais regularmente (quiçâ, diariamente), e com umas vezes grandes teorias e desenvolvimentos, e noutras vezes apenas com pequenos apontamentos com alguma piada que eu entenda que devam ser partilhados convosco.
Posto isto, resta-me mandar um bem haja para quem cá passa e deixa o seu comentário, e agradecer por o terem feito. Continuem amigos e amigas!
O blog continua... já a seguir ;-)

posted by pyppo, 20:54 | link | comments

Saturday, November 26, 2005

IT STILL BURNS...

Assinalo apenas aqui hoje, o desaparecimento daquele que foi um dos melhores pilotos de rally dos últimos 10 anos, um dos meus ídolos na condução, e um exemplo de simpatia para todos. Richard Burns, 34 anos, nascido a 17 de Janeiro de 1971 em Berkshire, ex-campeão do mundo de WRC.

Fazendo o que ele sabia fazer melhor...

posted by pyppo, 14:55 | link | comments (1)

Friday, October 28, 2005

MEMÓRIA

Queria aqui convosco partilhar um dos melhores momentos de toda a minha vida, que se passou precisamente ontem.
A RTP Memória é um canal bonito, dá coisas bem catitas, e eu devo dizer que sou um adepto confesso daquele canal. Quanto mais não seja para ver esses grandes clássicos de futebol como o Benfica vs Estrela da Amadora de 1993. Não, mas aquilo sinceramente até dá muita coisa porreira. Até ontem. Ia eu no meu zapping habitual, e ao passar por este canal, vejo a figura de José Cid a cantar em frente a umas ruínas no meio de um monte qualquer. Epah, e eu tudo bem até aqui. O José Cid é um senhor que até tem alguma classe, e, quiçà, algum estilo (confesso que já cantei com este senhor quando era mais petit). Continuando no zapping, nada de jeito na tv, como sempre. E lá volto à RTP Memória pra saber se ainda estava a passar esse dito videoclip. Qual não é o meu espanto.
Criem o seguinte quadro mental: José Cid a cantar num programa de 1984; com 5 senhoras vestidas em trajes tipicamente portugueses; aquando do refrão essas senhoras se juntavam em redor do Zé numa roda e a dançarem dum lado pró outro; nesse momento, José Cid começa a dançar o vira Minhoto e o corridinho do Ribatejo; isto tudo enquanto usava um casacao branco às riscas vermelhas, com calças de ganga pretas, uma camisa ridiculamente encarnada e uma gravata estupidamente fina que tinha um padrão que mais parecia o dorso duma cascavel.
Eu sei. É muito mau pra sequer imaginar. Mas eu vi com estes olhos que a terra há-de comer (cá está a expressão). E estranhamente fiquei preso àquele quadro até acabar a música. Depois apercebi-me do pior: aquilo tudo fazia parte dum especial José Cid. E, meus amigos, é nestas alturas que me dá pra pensar ainda mais nos objectivos da vida. Este senhor, o José Cid, já canta à uns valentes anos. Por isso eu gostava de lhe perguntar:
"Xôr Zé, eu fiz-lhe algum mal? Os Portugueses fizeram-lhe algum mal? O mundo fez-lhe algum mal? Então porquê que você ainda continua a cantar?"
Sinceramente, o tempo dele já acabou. É claro que nos deixou grandes clássicos com nomes tão sugestivos quanto 'Como o macaco gosta de banana', 'O fado de Nossa Senhora', 'Favas com chouriço', 'Carro preto' (esta interpretada por mim e por ele) e 'Vem viver a vida'. Mas por favor, já ninguém pode com ele, e ainda me fazem um especial José Cid??? Eu entendo que Portugal está mergulhado na crise, que vamos todos ser dizimados pelas galinhas, mas isto é ridículo. Quase tão ridículo como o capachinho que ele teima em usar desde os seus 14 anos.
Boa, agora acabei de saber que o Miguel Ângelo vai lançar um novo álbum. Este também é outro que mais valia vir nosso Senhor e levá-lo...
Agora me apercebo que aquele cenário se passou no ano de 1984, ano esse em que eu nasci. Vendo bem as coisas, afinal esse ano não foi assim tão bom para Portugal quanto isso...

pensamento do dia:
'Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.'

Hasta!


ouvindo: 'Axwell ft. Steve Edwards - Watch the sunrise'

posted by pyppo, 13:39 | link | comments (3)

Thursday, September 01, 2005

FALEMOS DO CÓCÓ

Ora então, depois de umas (merecidas) férias, assunto sobre o qual voltarei num outro post, volto a este mundo blogueiro pra continuar com as minhas teorias imundas, e desta vez o tema não foge muito à regra.
Devo primeiro perguntar uma coisa. Quem é que já passou pela bela e instrutiva experiência de ficar com os chamados 'sinos' no rabo? Pois, é isso mesmo. É nestas alturas que penso sériamente na Epilady, não porque me tenha passado pela cabeça enveredar pelo mundo transformista (por muito que isso agradasse à maioria das mentes retorcidas que por aqui passam), mas sim porque o tal 'sino' é algo tão incomodativo e nojento como aquela espuma branca que criamos nos cantos da boca quando estamos com sede, ou aquele espichar de sangue na parede quando trituramos um mosquito. Isto já me aconteceu algumas vezes, sou sincero. Mas nunca da maneira escorrida e abundante como hoje. Tanto foi que acabei de fazer o dito cócó, e fui direito pra banheira. Ok, não fui bem direito porque com aquelas coisas penduradas no olho do cú, acabei por ficar durante alguns segundos com um andar novo. Mas lá cheguei.
E enquanto desbravava a quantidade de parasitas e bactérias presentes no meu corpo com a bela e limpinha água, ocorreram-me vários pensamentos. Claro que não vou aqui referir aqueles concernentes à Angelina Jolie, mas acerca dos sinos.
Vivemos no início do século XXI, é certo. O homem já foi à Lua (o meu avô ainda não acredita). A Tatiana Romanova já se tornou numa versão mal-abortada de gente que dá pelo nome de Zé Castelo Branco. Já não cagámos num boeiro (vulgo, buraco), mas numa requintada obra de engenharia a que chamam de sanita. Mas, porra, este é um problema que provavelmente já existe desde o início da humanidade! E não há ninguém que ponha mão nisto. Epah, inventem qualquer coisa pra que isto se resolva, catano! Porquê que não criam um estilo de "resguardo-para-as-bordas-do-cú"? Do tipo, aquilo cobria a sanita, e a gente lá se sentava. Aquilo abria um buraquito pra sair o produto da nossa flora intestinal, e depois uns sensores por infravermelhos detectavam quando o dito carolo tinha passado pelo resguardo, e cobria imediatamente o rabo. Não sei, digo eu. Só assim como não quer a coisa. Arre, já houve gente que se deu ao trabalho de inventar a porra das escovas de dentes automáticas, sim porque ao que parece quem escova com escovas normais ao fim de uns tempos fica com uma hérnia no braço, e equizemas no pulso. E no meio disto tudo, ainda ninguém se apercebeu que andamos a cagar-nos todos sem haver necessidade!
Haja bom senso!

pensamento do dia: A minha frase preferida do Telmo ainda é: "Há praí pessoás, que tão-se a cágár pó grúpo, e só querem saber de mim própriàs!"

Hasta!


ouvindo: 'Brooke Russel & Gentelman - So sweet'

posted by pyppo, 18:18 | link | comments (4)

Wednesday, July 13, 2005

O BIFIDUS:

Quanto mais reflicto sobre os iogurtes com bifidus activo (e todos os dias tento guardar sempre um espaço para essa actividade, nem que seja só cinco/sete minutos, para não perder o hábito), mais convencido fico que a presença desta substância atinge contornos de conspiração. A indústria dos lacticínios já conseguiu convencer as nossas mulheres que a ingestão daqueles iogurtes são um passo imprescindível para renovar a flora intestinal. Qual será o próximo passo? Temo bem que seja - partindo da premissa de que as plantas crescem quando nós falamos com elas - convencer-nos que devemos passar a entabular longas e interessantes conversas com os nossos próprios traseiros para que a flora intestinal se multiplique. Nessa altura, aposto que toda a gente vai querer começar a reflectir à pressa sobre este tema. Mas aí não será já tarde demais? É que, meus amigos, vamos estar a falar com os nosso traseiros! E agora vocês perguntam: "Mas vamos falar com os nossos cúzes sobre quê?" (Espero que esta pergunta seja feita num belo e uníssono coro) Ora, parecendo que não, há muitos assuntos sobre os quais podemos discorrer com os nossos traseiros. Senão vejam.
Hoje ouvi umas poucas de vezes a bela e sempre-útil expressão "Vi com estes olhos que a terra há-de comer!" Ao que parece, a terra tem um apetite voraz e insatisfeito por olhos. E como é sabido e conhecido por toda a gente, todo traseiro que se preze (e que realmente seja um traseiro), tem o chamado '3º olho'. Logo, temos aí tema de conversa.
Ou então, visto que estamos a entrar nessa bela época do cócó, que é como quem diz, na época em que o Sporting comemora 100 anos, fica aqui a questão que todos nós poderemos discutir com o seu exemplar nadegal: Afinal quem é que faz 100 anos, é o Sporting ou o Dias da Cunha?
Outro dos assuntos que assolam a sociedade dos traseiros portugueses, e que certamente o nosso traseiro irá agradecer que discutamos com ele, é o facto de ele preferir que o limpem de baixo pra cima ou de cima pra baixo.
Como última sugestão de tema de conversa, aconselho fazerem-lhe a seguinte pergunta: Das manas Minogue, preferes a Dannii ou a Kylie?


pensamento do dia: 'Porque as pessoas carregam com mais força nos botões do comando da televisão quando a pilha está fraca?'

Hasta!


ouvindo: 'Maxim - I don't care'

posted by pyppo, 20:12 | link | comments (5)

Saturday, July 02, 2005

ACTUALIDADE


Hoje deixo aqui apenas um pensamento, em dia de Live 8.

O homem já andou na Lua, mas em muitos lugares não consegue passear sem medo nas ruas do seu próprio planeta. Ele pode equipar sua casa com todo tipo de aparelhos modernos, mas não consegue impedir a onda de famílias desfeitas. E pode introduzir a era da informação, mas não consegue ensinar as pessoas a viverem juntas em paz. Citando Hugh Thomas, professor de História: “A difusão do conhecimento e da educação ensinou pouco à humanidade em matéria de autodomínio e menos ainda na arte de conviver com outros homens.”

Não basta ler, e concordar. É preciso fazer algo. Não é ficando aí sentado na cadeira que vamos resolver alguma coisa. Está nas nossas mãos meditar nisto.

pensamento do dia: "Não tem a ver com sermos bonitos ou não. Eu sou bonito e ainda não encontrei ninguém para casar comigo."  ( Ricardo, 7 anos).

ouvindo: 'Expensive Soul - Hoo girl'

posted by pyppo, 18:50 | link | comments (2)